Um adolescente de 17 anos foi morto a tiros neste sábado (23) em Belo Horizonte. O pai acusa um policial militar pelo crime.
A PM informou que o agente autor dos disparos estava de folga. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Maicon Antônio Casemiro Souza foi baleado na porta de casa. O policial teria mandado que as crianças se afastassem antes de efetuar os disparos.
O pai relatou que a vítima já havia sido ameaçada pelo policial cerca de 1 mês antes, após presenciar uma abordagem policial na rua.
O pai contestou a versão de legítima defesa do PM. Ele também afirmou que policiais exigiram que vizinhos apagassem imagens de câmeras de segurança.
Um adolescente de 17 anos foi morto após ser alvo de tiros na porta de casa, no Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte, neste sábado (24). De acordo com o paí da vítima, o rapaz foi alvejado por um policial militar que tem familiares no bairro e que já havia feito ameaças ao adolescente.
A PM informou que o agente estava fora do horário de serviço. A Polícia Civil, que deverá investigar o caso, afirmou em nota que peritos realizaram a coleta de vestígios e informações no local.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp
Segundo familiares, o adolescente cumpria medida socioeducativa por tráfico de drogas e passava os fins de semana na casa dos pais. Até a última atualização desta reportagem, não havia indícios que ele estivesse cometendo ato ilícito quando foi baleado.
De acordo com parentes, Maicom Antônio Casemiro Souza foi alvejado quando estava sentado junto ao portão. O irmão mais novo dele, de 6 anos, e um primo, de 11, estavam com ele quando um policial chegou e pediu que as crianças se afastassem. Logo depois, vizinhos e familiares ouviram os disparos.
"A gente escutou os disparos, saiu e pegou o meu filho para socorre ele no carro. Fomos nós mesmos que socorremos ele. Inclusive, na hora que estávamos socorrendo ele, o policial assassino mostrou a arma para mim e para a minha esposa e disse 'tem para vocês também', nos ameaçando", contou o pai da vítima, Rodrigo Souza, à TV Globo.
A vítima chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Ameaças à vítima
O pai contou que a vítima chegou a ser ameaçada pelo mesmo policial cerca de um mês atrás, quando o filho viu policiais abordando uma mulher que tinha sido assaltada na rua.
Ainda segundo o relato do pai da vítima, o PM que atirou alegou que o adolescente estava armado. "O PM agora está alegando que o meu filho tirou uma arma para ele e por isso teve que se defender. É mentira! Meu filho não estava com dinheiro [nem] pra cortar cabelo, não estava com arma."
Vizinhos contestam a versão dada pelo PM suspeito de que Maicom estivesse armado.
O pai de Maicom também afirmou que policiais bateram no portão das casas vizinhas para exigir que fossem apagadas imagens de câmera de segurança.


