Notícia

Justiça manda soltar motorista preso por atropelar manifestante em ato pró-Lula em BH

19/10/2026

Justiça manda soltar motorista preso por atropelar manifestante em ato pró-Lula em BH

O motorista de 45 anos, que atropelou um homeme de 67 anos enquato participava de um ato pró-Lula, foi solto provisoriamente, nesta segunda-feira (19), após passar por audiência de custódia.

Segundo a decisão, o homem deverá cumprir medidas cautelares, como não se aproximar da vítima, recolhimento domiciliar noturno durante os dias úteis.

Para garantir o cumprimento dessa condição, o juiz determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo mesmo período.

A Justiça determinou nesta segunda-feira (19), em audiência de custódia, a liberdade provisória do motorista de 45 anos, que atropelou um homem de 67, enquanto participava de um ato pró-Lula, no último sábado (17). Segundo a decisão, Wesley Ribeiro dos Santos deverá cumprir medidas cautelares, como não se aproximar da vítima, recolhimento domiciliar noturno durante os dias úteis e em período integral aos sábados, domingo e feriados.

A decisão também estabelece comparecimento mensal em juízo, por seis meses, para informar e justificar as atividades exercidas.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp

A decisão ainda alerta que o descumprimento injustificado das medidas cautelares poderá levar à decretação da prisão preventiva. Para garantir o cumprimento dessa condição, o juiz determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

Entenda o caso

Segundo o relato de um guarda civil à Polícia Militar (PM), o condutor do carro, um Up de cor amarela, avançou o sinal vermelho no momento em que diversos manifestantes passavam pela faixa de pedestres, durante manifestação no último sábado (17). Wesley acertou a vítima, Hilário da Silveira, acelerou e seguiu viagem sem prestar socorro. Um vídeo gravou o momento do atropelamento, no cruzamento da Rua da Bahia com Rua Tupinambás (veja acima).

O motorista foi localizado pela PM ainda na Rua da Bahia, na altura do bairro Lourdes, na Região Centro-Sul. Ele afirmou que, antes do ocorrido, participantes do ato arremessaram garrafas de água e latas de bebida no carro, atingindo a esposa dele.

O homem disse que os filhos, de 8 e 10 anos, ficaram em "pânico" e que decidiu acelerar o veículo por medo de agressões e para sair da "zona de risco". Relatou, ainda, que não percebeu o atropelamento e que pretendia acionar o serviço de emergência ao chegar em casa.

A vítima, o diretor do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG) Hilário da Silveira, foi levado para o Hospital João XXIII e, depois, encaminhado a um hospital particular. Ele sofreu fratura trimaleolar no tornozelo esquerdo, um tipo de lesão que atinge três partes diferentes, e vai precisar passar por cirurgia.

"Esse carro veio pela faixa esquerda da rua e forçou a passagem para cima dos manifestantes. Eu estava à esquerda do veículo e, quando ele arrancou, atingiu uma senhora. Ele tentou desviar dela e me atropelou. Minha sorte é que tinha uma médica passando na hora, e ela fez os primeiros atendimentos", disse ao g1.

Hilário afirmou que estava de costas para o carro e não viu o que aconteceu antes do atropelamento. Ele contou que participa de manifestações políticas desde o movimento das "Diretas Já", na década de 1980, e nunca tinha passado por algo parecido.

"Ele saiu em disparada, a rua estava cheia, colocou muita gente em risco. Não sei o que levou a isso, mas o que eu sinto é que no Brasil, de uns anos para cá, a intolerância ficou muito grande", falou.

Compartilhe
Web Rádio Limeirense
No ar
Web Rádio LimeirenseAs Melhores estão aqui