Notícia

Justiça aceita denúncia e diarista acusada de matar casal de idosos em BH vira ré

31/07/2026

Justiça aceita denúncia e diarista acusada de matar casal de idosos em BH vira ré

A Justiça de Minas Gerais aceitou nesta sexta-feira (31) a denúncia contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino. Ela virou ré pela morte de um casal de idosos.

As vítimas, de 75 e 76 anos, foram encontradas mortas no dia 29 de junho em Belo Horizonte. A diarista foi presa em 2 de julho.

Segundo a denúncia, a acusada colocou clonazepam no suco do casal. Ela atacou o idoso com uma faca após ele acordar e reagir ao roubo.

A ré roubou mais de R$ 19 mil em dinheiro e objetos. Ela também limpou o local para apagar vestígios do crime.

Cartões das vítimas foram usados em um restaurante. O proprietário do estabelecimento também virou réu por furto mediante fraude.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou nesta sexta-feira (31) a denúncia do Ministério Público e tornou ré a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, acusada de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte. Ela vai responder por dois latrocínios (roubo seguido de morte), fraude processual e furto mediante fraude.

Na decisão, o juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira afirmou que a denúncia atende aos requisitos legais e que há "justa causa" para a abertura da ação penal. Segundo o magistrado, a acusação é sustentada por laudos periciais, exames toxicológicos, análises de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação.

✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp

Os idosos foram encontrados mortos no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital, no dia 29 de junho. Paola Stefany foi presa por policiais civis em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na madrugada de 2 de julho.

De acordo com a denúncia, a diarista foi ao imóvel levando comprimidos de clonazepam, que foram colocados em um suco consumido pelo casal. Enquanto recolhia os bens do apartamento, ela foi surpreendida pelo advogado, que acordou e tentou reagir. Em seguida, atacou o idoso com uma faca retirada da cozinha. A empresária também foi morta durante a ação.

Ainda conforme a denúncia, a diarista levou mais de R$ 19 mil em dinheiro, além de joias, relógios, celulares, cartões bancários, perfumes, roupas, bolsas e outros objetos de valor. Parte dos bens foi vendida poucas horas depois na Região Central de Belo Horizonte.

O Ministério Público afirmou ainda que a diarista tentou dificultar o trabalho da perícia ao limpar vestígios do crime, lavar a faca utilizada nos ataques e descartar roupas com manchas de sangue. Depois, seguiu para o Centro de Belo Horizonte, onde vendeu parte dos produtos roubados e utilizou cartões bancários das vítimas.

Segundo a investigação, uma tentativa de transação de R$ 5 mil foi bloqueada. Na sequência, foram realizadas duas operações, de R$ 1,3 mil e R$ 1,8 mil, em máquinas de cartão de um restaurante na Rua Carijós. O proprietário do estabelecimento também foi denunciado por furto mediante fraude. A Justiça também aceitou a denúncia contra ele.

A decisão da Justiça também cita que uma unha postiça encontrada sob o corpo de Cláudio Atala é um dos indícios que sustentam a acusação. Conforme o documento, imagens das câmeras de segurança mostram que Paola entrou no prédio usando o acessório e deixou o local sem ele.

Relembre o caso

O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde de 29 de junho. A Polícia Civil concluiu que o caso se tratava de um latrocínio.

Segundo a investigação, Paola Stefany havia sido indicada por um primo de Maria Clotilde para fazer uma faxina no imóvel. O familiar informou aos investigadores que a diarista já prestava serviços na casa dele havia alguns meses e nunca havia despertado desconfiança.

Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da diarista ao prédio por volta das 7h30. A Polícia Civil apontou que o crime ocorreu entre 12h30 e 15h. O intervalo foi definido porque, às 12h25, Cláudio Atala ainda conversou por telefone com um familiar.

De acordo com a investigação, após matar o casal, a diarista tomou banho no apartamento, trocou de roupa, reuniu dinheiro, joias, relógios, celulares, cartões bancários e outros objetos de valor antes de deixar o prédio carregando bolsas e sacolas.

Na madrugada de 2 de julho, Paola Stefany foi localizada e presa pela Polícia Civil em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais.

Em 13 de julho, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a diarista por dois latrocínios, fraude processual e furto mediante fraude. O proprietário do restaurante foi indiciado por furto mediante fraude. Já no último dia 29, o Ministério Público ofereceu denúncia contra os dois acusados. Nesta sexta-feira (31), a Justiça recebeu a denúncia e tornou ambos réus no processo.

LEIA TAMBÉM:

Exame identifica ecstasy e anfetamina na urina de capitã da PM morta em Belo HorizonteIncêndio na Serra do Curral mobiliza bombeiros, brigadistas e helicóptero em BH; chamas chegaram perto de casas

Compartilhe
Web Rádio Limeirense
No ar
Web Rádio LimeirenseAs Melhores estão aqui